O satélite XRISM em uma sala limpa do Centro Espacial de Tsukuba, no Japão, em maio de 2022, com painéis dourados e o compartimento aberto do instrumento Resolve na parte inferior

Espaço · Astrofísica

Pela primeira vez, astrônomos viram o vento de uma estrela cair sobre um pulsar: o XRISM mediu gás a 540 mil km/h despencando sobre uma estrela de nêutrons de 20 quilômetros a 13 mil anos-luz, e explicou de onde vem a energia das erupções de raios X do sistema BP Crucis

O estudo, publicado nesta sexta-feira, 18 de setembro, na Science Advances por Roi Rahin, da UMBC e do Goddard Space Flight Center da NASA, usou 16 horas de observação do espectrômetro Resolve, feitas em 1º de fevereiro de 2025 perto do fim de uma erupção forte. As linhas de absorção do ferro altamente ionizado apareceram deslocadas para energias mais baixas, o sinal de que o plasma se movia na direção do pulsar. “Nunca tínhamos visto indícios claros de plasma de vento caindo sobre um objeto compacto”, diz Rahin

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