Portal de entrada da Estação Experimental de Pacajus, da Embrapa, no Ceará: um pórtico branco revestido de azulejos com o nome da estação no alto e um portão de grade, sob céu nublado

Radar · Análise do Clube

O edital da Embrapa diz que o orçamento de 4.400 computadores é sigiloso; o portal de compras publica os R$ 65,4 milhões, item por item

O pregão 69/2026, registrado no PNCP em 10 de setembro, invoca o artigo 34 da Lei das Estatais para manter sigiloso o valor estimado — e o mesmo registro publica o teto que a lei manda guardar: R$ 12.833,33 por desktop básico, R$ 16.750,00 pelo avançado, R$ 13.143,33 por notebook e R$ 37.250,00 por workstation. É a maior compra de computadores da semana e 19,9% de tudo o que o Radar contou na quinta-feira. Entre os pregões de estatais que a revista acompanha desde 9 de agosto, dois em cada três fazem o que a lei diz e entram no piso valendo zero. A Embrapa fez os dois: manteve sigiloso o orçamento de um pregão de baterias em 31 de agosto e teve o dos computadores publicado dez dias depois

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